Domingo, Janeiro 13, 2008

Compreensão lenta

Por vezes ponho-me a pensar na eventualidade de ter que fazer planos novos, mudando algo que já é quase inerte ou então é tão entropicamente prejudicial em mim, e na necessidade da ocorrência dessa mudança.

Quanto ao primeiro facto tenho pouco a dizer. A não ser que há uma ou outra grande pedra no sapato que deveria ter remediado há coisa de uns meses atrás, porque são daquelas pedras que nem sequer me deixam estudar – e concentrar-me no que realmente é importante para mim – e me afastam quase por completo das minhas motivações. Sobre essas pedras, tenho apenas a comentar que compreendo muito bem que não devo ser sempre compreensivo, bem como entendo que há coisas (pessoas) que não querem entendimento e assim abandonar o barco tem mais de heróico nesta altura da viagem, porque se tento ser compreensivo e entender será o mesmo que remar contra uma maré que, infelizmente, não tem qualquer força, mas apesar disso me faz perder tempo e energias. Então é preciso um novo rumo.

Contudo, ao tomar um novo rumo – e, agora passando para o segundo facto – teimo em dar destaque às fragilidades causadas pelo desgaste anterior. Mas… o que é que estou a dizer?

Com tanta conversa, não vou chegar a lado nenhum, nem mesmo começando a aqui a descrever um guião das passadas a dar; vou penetrar num mundo de divagações e vou desflorar pela milésima vez temas do passado, tal como as composições da escola primária que nunca mudam de ano para ano.

Ponto assente: demoro muito a aprender e demoro ainda mais um pouco a tomar uma atitude determinada. Mas não deixa de ser uma atitude determinada e bem executada.

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Sábado, Janeiro 5, 2008

Precisar

Voltei. Não sei se fico durante muito tempo, nem sei se é de tempo que preciso.

Interessa que voltei e fi-lo pois necessito, após quase 10 meses de pausa. Entretanto desencontrei-me. E é por causa desse desencontro que julgo ter voltado, porque com as palavras condensadas aqui conseguirei rever-me e organizar-me.

Eu preciso deste espaço. Eu precisava de voltar.

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Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

Os Grandes Portugueses

No ano passado a RTP teve a ousadia de trazer para Portugal um programa que deu muito que falar em Inglaterra. A BBC criou um formato de programa recorrendo a múltiplos formatos para procurar o maior de todos os ingleses, e como no nosso rico paízinho a “cópia” ainda é o termo mais adequado à televisão, este não fugiu à regra e com debates, documentários e uma espéce de “concurso”, vamos escolher um entre dez d’Os Grandes Portugueses.

Por mais polémico que seja, o meu voto recai sobre António Oliveira Salazar, pois foi um homem com a visão certa que tomou conta deste país na devida altura (se bem que os seus métodos tenham sido, em muitos casos, reprováveis), evitou que fossemos anexados pela vizinha Espanha, soube aliar-se aos Aliados durante a II Guerra Mundial, era apologista de políticas centristas, ligou-nos ao Atlântico Norte através da NATO, estabeleceu as bases do sistema de ensino… e nunca favoreceu familiares, amigos e mesmo o próprio, com as suas políticas ou o seu poder (um exemplo de humildade e honestidade).

Patriota, inteligente, culto, firme, rigoroso e honesto, cometeu erros condenáveis hoje, contudo o dia de “hoje” não é em nada idêntico ao dia de “ontem”, de há sessenta anos atrás. O seu legado que gera pensamentos e sensações contraditórias para muitos portugueses, teve um impacto fundamental nas nossas vidas “hoje”, e que os comunistas e os militares destruiram entre setenta e quatro e setenta e cinco (ou pelo menos tentaram), hipotecando as vitórias do ditador, que afinal foi um verdadeiro Salvador da Pátria.

Não sou de extrema direita, e o próprio Salazar não o era. Não sou absolutista, mas o próprio Salazar era. Não sou apologista de radicalismos ou extremismos de esquerda ou direita, e o próprio Salazar não o era. E estes são outros pontos que pesam na minha votação.

Aconselho os que consideram esta opção ultrajante ou mesmo lamentável a ver ou rever o programa e a ler o guião disponível no sítio da RTP. Verão que eu tenho mais motivos para votar em Salazar que em D. Afonso Henriques ou D. João II.

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Quarta-feira, Janeiro 3, 2007

Balanços e balancetes

Ano novo… está tudo igual, por enquanto (pelo menos por enquanto)!

O ano passado terminou, com um Natal em família, e até aí muitos presentes foram chegando – foi este um ano de presentes agradáveis e outros bastante amargos, outros houve que nem isso foram mas que entram na contabilidade geral. Um ano dois mil e seis que teve amigos, amizades, chatices, encontros, desencontros, laços feitos e outros refeitos, surpresas, encantos, contas, equações, limites, acidentes de percurso, e muita música.

Lembro-me que o ano começou de uma forma drástica, e quando fiz vinte e dois anos, pude festejar já no crescendo de harmonia. Voltando atrás no tempo, acho que há por aí um texto perdido que fala na minha “teoria do equilíbrio”, com a qual eu defendo existir uma regularidade periódica das “boas vibes”, e no final do ano, se fizermos um somatório de todos os pontos acumulados durante aquele tempo, chegamos à conclusão que o valor não anda longe de zero (ou as contas foram mal feitas… ou há algo de estranho!). Portanto, o crescente teve um pico nos meses de Março e Abril, após esse pico… naturalmente (e como já estaria à espera), voltou a fase em que o declive que a caracteriza foi (muito) negativo. Tenho a mera impressão de que passei tempo útil do fim da minha Primavera e do meu Verão… a perdê-lo! Não só tenho essa impressão, como de facto vejo repercussões dela: se não tivesse perdido tanto tempo em viagens “Lisboa – Aveiro” e “Aveiro – Lisboa”, e com efeito tivesse tido muita atenção a mim mesmo, provavelmente estava com menos cadeiras por fazer (e o Técnico torna-se cada vez mais um monstro muito bem disfarçado, contudo há gente pior por aí…!). Por outro lado “aprendi uma grande lição”, como diz o Rui (o Veloso!), e sempre ciente daquilo que o Palma (o Jorge!) canta “a gente vai continuar”, e o sentimento de revolta misturado com alguma raiva das “horas cegas perdidas” é substituído por muita compaixão e alguma condescendência, pois, não querendo ser presunçoso, tenho uma dialéctica de vida mais desenvolvida que os elementos que me tentaram atingir e magoar durante esse tal período de tempo!

Meses seguintes, mudanças e mais mudanças! Este ano lectivo estou num “novo” curso, onde o à vontade é bem maior e a relação docente-discente é bem mais produtiva relativamente às Ciências Informáticas… Não queria acreditar quando teve de acontecer, houve até quem pensasse que eu estava louco, ao tentar a minha sorte em Engenharia Informática e de Computadores. À parte disso, horas foram sendo dedicadas à música, talvez bem mais do que as devidas… mas, lá está, eu gostei! E foi sensivelmente a partir daqui que o rumo voltou a ser positivo! Exemplo disso é o facto de estar envolvido em mais projectos pessoais neste momento (possivelmente a obstruir o espaço do meu curso…), conseguir começar a dar formação (algo em que eu antes julgava ser uma nulidade!) e começar a estabelecer novos laços (laços para o futuro, espero!). E a música ainda metida em tudo (até esboço um sorriso ao reler isto)!

Bem… até queria lembrar-me das pessoas todas, mas acho que tenho de começar numa Anabela, de um André, de uma Andreia, de um Bruno, de uma Carolina, de uma Catarina, de um Daniel, de uma Daniela, de um Diogo, de um Emanuel, de um Filipe, de um Hélder, de alguns Hugos (bolas… agora é que eu vejo que somos muitos!), de um Jerôme, de muitos Joões (outros!), de um Luís, de uma Manuela, de três Miguéis, de um Nelson, de três Nunos, uma Patrícia, de menos de meia dúzia de Pedros, de uma Raquel, de uns quantos Ricardos, de uma Rita, de uma Sara, de uma ou mais Sofias, de um Tiago e outro Thiago, de um Vasco… Está difícil lembrar-me de toda a gente que me marcou para o bem (e para o mal…?) durante o ano passado… foi imensa gente e os que faltam não foi propositado, é que agora apenas me lembro dos amigos mais directos (apesar de alguns não o quererem reconhecer… LOL!). Há espaço para os outros cá dentro! Wink

Não está atrasado… é muito a tempo: Feliz Ano Novo!

PS: Não se ponham a fazer contas… é natural que sendo gajo a estudar numa escola de engenharia e vivendo numa residência universitária onde é quase só pessoal de engenharia, é maios a probabilidade de ter mais amigos do que amigas… (Garanto que as amigas que tenho valem bem mais que as vossas! Tongue out)

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Terça-feira, Dezembro 26, 2006

O Natal!

O Natal já lá vai! E eu vou comprar o meu presentinho amanhã… passei meses a sonhar com ele!

Além disso as mensagens de Natal foram todas entregues a quem eram devidas… Todas, talvez, excepto a uma, que, mesmo sendo um ser anormal, espero que tenha tido um feliz e santo Natal (estou a ser demasiado irónico…). Pronto, termina aqui mais um momento egoísta!

Aguentem-se agora com as gorduras acumuladas! E continuem a divertir-se com um bocado de ironia e hipocrisia típicas da época… que também são boas!

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Domingo, Dezembro 17, 2006

Parabéns para um alguém muito especial

Faria 100 anos de vida, recheada de sons e palavras.

Obrigado pelo valor, pela mensagem e pela obra que deixaste neste mundo!

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Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

Contradição semântica

As letras caíram no precipício, porque as palavras estavam cansadas demais para aguentar o ritmo acelerado dos meus parágrafos. Por assim dizer, o que escrevo não faz qualquer sentido físico, visto que lhe falta a matéria, no entanto cresceu-lhe o valor metafísico, por neste mundo só lhe restar a mensagem – este sim, o verdadeiro sentido da escrita.

Qual a necessidade deste desafabo, um instante que tem mais de incidente que de destino? Matar a minha própria vontade de falar, de soltar aquilo que me faz crepitar os dedos das vezes em que há um “quando”, tem um efeito controverso sobre a primeira mensagem; se me faltam linhas para escrever e eu estou precisamente a insinuar o contrário, ao agir, é porque o próprio acto em si é uma contradição. A história que se conta a seguir ao que foi contado (ou ao que foi vivido) ganha um contorno que pode adulterar-lhe as passadas, e então será um novo exemplar do eterno paradoxo… A própria vida humana é uma história contada milhares de milhões de vezes, às quais a ciência conseguiu uma aproximação (também contraditória), que enriquecem o vocabulário das disparidades que provocam estas convulsões mentais, sem significado físico.

Contudo o valor não lhes é interdito. A existência encontra par na inexistência, qual tuplo “bem-mal” ou “vida-morte”. E a confusão encontra o seu amor supremo na ordem, enquanto a ordem se prefere confusa, para que por fim tenha valor… e deixe de o ser, tal como é o “ser”, adquirindo então o merecido simbolismo, valor ou peso. Não é matéria, é anti-matéria que, na verdade, é uma afirmação falsa; contraditória.

Publicado por HRT em 17:09:35 | Permalink | Comentários (1) »

Patologias da geração

São dez horas da noite, ou vinte e duas horas e uns poucos segundos (se preferirem), e à saída de restaurantes esporadicamente encontra-se um aglomerado típico, rondando os vinte anos de idade, mais coisa, menos coisa. De todos, contam-se pelos dedos de uma mão, ou ainda menos, os que não tocaram numa gota de álcool (sempre alvos de insultos como “pequenotes”, “tónis” ou putos que “cheiram a leitinho”, vá-se lá saber porquê – é que aos vinte anos a sabedoria é tanta… ou então não!).

Preferia estar a assistir a um bom filme, a meio da sala de cinema. Ouvi dizer que estreou um drama há uns dias e que vale bem a pena, no entanto hoje fui arrastado para “os copos”. Termo carinhoso. Surgiu por volta dos meus dezasseis, dezassete anos, e hoje fico estupefacto, não… fico mesmo parvo ao verificar que a “canalha” é cada vez mais habitué nas noites; reflexos da evolução dos tempos, talvez, mas eu diria que chega a ser um abuso! Encontra-se de tudo: putos estúpidos que à quarta ou quinta imperial estão a depositar o jantar ao pé de uma parede na rua, miúdinhas palermas que se deixam ser aproveitadas (ou estão elas próprias a aproveitar-se) por um qualquer, ou então está a corja toda a trocar de casais (veridicamente é, no mínimo, assustador… contudo momentos destes são relatados com uma frequência que ainda assusta mais!).

Primeiro ponto: nunca me esforcei por entender tamanha confusão. Tanta coisa indecente dita sobre a minha geração, aquela dos pobres nascidos entre 1980 e 1985 apelidados de “jovens à rasca”, em sequência da anterior, a “geração rasca”, que fico mais confuso… ao ponto de começar a pensar que estes,… sim, estes putos (tanto como eu, se calhar… um pouco mais!), são a “geração rasca… à rasca”. Os média já baptizaram a geração com outro nome… contudo, e como sou teimoso que baste, prefiro o meu termo que, no fundo, até é mais poético! Agora, e sem fugir ao parágrafo, de que me vale entender esta “juventude perdida”? Porventura algum masoquismo que me queima uns poucos neurónios que me sobram (não vou negar que naquelas idades não deitei uns quantos neurónios pela sanita abaixo, aconteceu… mas não gastava cerca de setenta euros para o fazer como eles agora, em média, gastam por noite, e estaria bem mais consciente no momento em que “expulsava os demónios” do fundo das minhas vísceras) faz todo o sentido, pois num médio ou longo prazo esta juventude de hoje tomará as rédeas do amanhã, serão eles os líderes e os professores dos meus filhos… e a avaliar pelos comportamentos desordenados, promíscuos e irresponsáveis da “geração rasca… à rasca”, vão ser cá um exemplo…! Na minha religiosidade menos oportunista peço a Deus que tenha atenção, que continue a tresmalhar uma porção de ovelhas desse rebanho, para que ainda haja salvação!… Não será um cataclismo… será pior! É que, e com gravidade extrema, parece que há uma falta de valores… desvaneceram-se ou ficaram esquecidos no código genético, que antes tinha um gene qualquer que fazia das pessoas altruístas, dignas, correctas, ou apenas uma delas, mas existia!

Segundo ponto: de quem é a culpa, senão do próprio contexto em que vivem (família, amigos, grupos)? Há uns dias atrás falava com uma pessoa que dizia que “nós somos a primeira geração completamente livre pós 25 de Abril”… e as duas anteriores? Também não o eram? Não serve de justificação! Eu tive uma educação que se pode enquadrar em diversos parâmetros numa educação “não clássica”, mas aprendi o significado do que era importante para ter uma “vida boa”, e para isso não precisei de ter catequese até aos dezoito anos (que não tive… nem perto), educação moral até ao fim do secundário (idem!) e dois anos de estudos introdutórios à filosofia (em que pouco mais aprendi que alguns conceitos sobre correntes filosóficas). Falta qualquer coisa na comida deles que as mãezinhas não sabiam que as suas próprias mães punham, ou falta outra lição de moral que a professora da escola primária – ai não, isso acabou, agora é “professora do primeiro ciclo do básico” – não se lembrava (talvez tenha ficado traumatizada com as marcas do sistema de ensino pós-salazarista, em que ainda eram dadas umas lapadas quando um menino ou uma menina saía da linha – há momentos em que concordo com esse sistema). Deve faltar liderança forte, de atitude vincada e indiscutível, nos grupos deles… e agora até estão na moda os “grupos de escuteiros” que, na minha singela e peque(ni)na opinião, são cada vez mais um exemplo de decrepitude e falha constante de valores, constrastando veementemente com o que eram antigamente… Bem, nostalgia ou coisa parecida, chega dela!

Terceiro e último ponto: com um bocado (bem graaande) de sorte, talvez haja uma solução. Há, com efeito tem de haver… a menos que não seja descoberta – será meramente uma utopia, visto que, se me é permitido, está tudo a “ir-se pelo galheiro”. Num parágrafo lá para cima, assumi que Deus, na sua boa vontade, concedia-nos boas almas, que podemos classificar como as “ovelhas tresmalhadas” da “geração rasca… à rasca”. Sair seis noites por semana, quando não são sete, e de segunda a quarta há copos até “às tantas” e de quinta a sábado (ou domingo) há copos e “discos” até “para lá das tantas”… Por alguma razão advogo que as bebidas nos bares e discotecas deviam estar sujeitas a impostos bem mais altos, devia ser proíbido fumar nestes espaços e a maioridade poderia ser aos vinte e um anos de idade. Não é muito bonito encontrar-se um acidente na autoestrada, às cinco horas da manhã, provocado pelo álcool que um puto de pouco mais de dezoito anos, com um Volkswagen Golf de quatro meses, engoliu a noite toda no bar… ah, e com um ou outro “amiguinho” em estado crítico; este é mais um daqueles exemplos pontuais da falta de tacto da “geração rasca… à rasca”, e é um perdido entre milhares.

É uma pena desperdiçarmos tempo que nos pode ser precioso, dedicando a quem pode usar o que aprende com uma finalidade positiva, mas não o faz… Como se diz por aí, “só nos resta rezar”!

Publicado por HRT em 16:59:39 | Permalink | Sem Comentários »

Quarta-feira, Novembro 8, 2006

Algumas considerações

Descobri hoje a razão pela qual as enchentes nas discotecas em noites de fim de semana são tantas. Brevemente tratarei de descrever a fisionomia dos (tristes) “habituès” da noite e das razões (umas patológicas, outras não) que os levam a ser presenças constantes nos bares, discotecas, tascos, e todos os outros locais de convívio, onde contenção e medida… é coisa que falta!

Vai explodir… KABOUM!

PS: E já que tenho andado ausente… é uma forma de me entreter!

Publicado por HRT em 18:43:46 | Permalink | Comentários (1) »

Não, não sou o único…

Gostava de perceber o estranho hábito que tenho de passar o tempo “a desejar o que não tive” e, quando a minha “sequência mundana” dá um grande passo em frente, eu apago tudo o que estava para trás (ou quase tudo).

Realmente perco imenso tempo, tempo vital e que poderia ser mais frutuoso se gasto noutras oportunidades. Não o considero “perda concreta”, é mais uma “perda-ganho”, pois a experiência vale pela “perda concreta”.

Será então que vale a pena desprezar aquilo que foi posto de lado (por nossa iniciativa ou por obrigação)? 

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